A kundalini é uma força adormecida, latente e potencial dentro do organismo, que levamos incorporada na raiz da coluna vertebral. No caso dos homens, encontra‑se no períneo* e, no caso das mulheres, no colo do útero.
Pode‑se despertar a kundalini através de: asanas, pranayama, kriya‑yoga e meditação. Quando alguém é capaz de dirigir o prana para o assento da kundalini, a energia desperta e ascende por sushumna nadi** até ao cérebro. Quando isto acontece, nasce uma nova consciência.
Nos textos tântricos, a kundalini é percebida como a energia primária, enquanto na psicologia moderna seria equivalente ao inconsciente. É representada como uma serpente*** adormecida, enroscada na base da coluna, em três voltas e meia.

São três voltas porque representam três “Om” (passado, presente e futuro), os três gunas (sattva, rajas e tamas) e os três estados de consciência (vigília, sono e sono profundo).
Nas descrições sobre o despertar da kundalini, fala‑se de uma serpente, residente em mooladhara, que se desenrosca e ascende pelo centro da coluna, abrindo os chakras à sua passagem até gerar uma nova consciência no cérebro.
Com o despertar da kundalini, não apenas surgem visões de Deus, mas também aparece a inteligência criativa e o despertar de faculdades supramentais.
A energia da kundalini é uma energia única; passando primeiro por expressões mais densas até níveis cada vez mais refinados e subtis, conduzindo a consciência humana ao seu potencial mais elevado.
O despertar da kundalini é o primeiro propósito da encarnação humana; a mente muda, assim como os apegos e as prioridades. O objetivo de despertar a kundalini é entrar em comunhão real com o absoluto do cosmos, compreender a realidade por trás das aparências.
Se quiserem saber mais sobre a kundalini, recomendamos o livro Kundalini‑Tantra do Swami Satyananda.
Entretanto, um abraço e boa semana.